O Centro de Memória da Coopcarmo é um espaço vivo que documenta, preserva e difunde a trajetória de luta e resistência da cooperativa na comunidade da Jacutinga. Mais que um arquivo, é um organismo pulsante de saberes, onde histórias de vida, práticas solidárias e experiências coletivas se entrelaçam para formar um inventário socioambiental enraizado no território.
O projeto adota uma abordagem horizontal e afetiva da memória, valorizando as vozes das catadoras e das mulheres que constroem diariamente os caminhos da dignidade, da economia solidária e da justiça socioambiental. É um lugar de escuta, pertencimento e projeção de futuros possíveis.
A Coopcarmo, cooperativa de catadoras e catadores de materiais recicláveis da Jacutinga, nasceu da urgência de gerar trabalho digno e enfrentamento às desigualdades ambientais, sociais e a fome. Com base em princípios de autonomia e da economia solidária, promove há décadas a inclusão produtiva de mulheres em situação de vulnerabilidade, tornando-se referência na Baixada Fluminense.
O Centro de Memória emerge dessa história como um desdobramento natural e necessário. Criado para registrar as práticas e os afetos que sustentam a cooperativa, ele articula memória, arte, educação e ação política. Ao longo do tempo, consolidou-se como um dispositivo estratégico para fortalecer vínculos comunitários, formar redes e garantir que as vozes antes invisibilizadas ganhem centralidade na narrativa do território.
(Publicações, fotos e vídeos)
Realização contínua de registros audiovisuais com cooperadas, contando suas trajetórias e visões de mundo.
Construção coletiva de mapas que revelam a relação emocional e histórica das moradoras com o território.
Organização visual e cronológica dos marcos históricos da cooperativa e da comunidade, com interface acessível.
Criação de mostras físicas e digitais com fotos, objetos e obras visuais produzidas pelas próprias cooperadas.
Encontros formativos com foco em escuta, escrita, audiovisual e produção colaborativa de conteúdo.
Preservação e organização do acervo documental físico, com apoio de parceiros e voluntários.
Produção de materiais multimídia que aprofundam temas como justiça ambiental, feminismo popular e memória insurgente.
Recepção de escolas, universidades e instituições para trocas presenciais com as cooperadas.